Dec 16 2008

Memórias de um ex-cesarista

Publicado por Fabiana em Gravidez, Parto

Postaram esse relato hj no grupo PARTO NOSSO, que eu achei muito legal… mas ainda estou tentando descobrir quem é essa gracinha de médico, para lhe dar os devidos créditos.

 

“Antes eu era um obstetra normal. Era chamado para as festas corporativas de final de ano, dormia a noite inteira e raramente recebia ligações de gestantes nos feriados. E se acontecesse, eu ligava para um colega de plantão e ele operava pra mim.Tinha uma vida social e ia a todos os compromissos pré-agendados, inclusive minhas cesáreas. Tudo pontualmente.

Foi quando conheci a Clara, uma enfermeira recém formada em obstetrícia, contratada para humanizar o parto numa das maternidades em que eu operava. Essas “pressões do governo para reduzir cesárea, sabe como é. Pensei que fosse só pra constar. Afinal, eu já tinha uma postura muito humanizada, oras. Entre a extração do bebê e a seção de tubos nasais da pediatra, eu mostrava a criança rapidamente para a mãe, que ficava emocionada. Mas a pediatra precisava fazer o trabalho dela e isso era o prioritário naquele momento. A mãe teria o resto da vida para curtir. Uma noite sem ele, não mudaria nada.
Enfim, esta Enfermeira começou a conversar com as gestantes que chegavam antes de eu chegar, até que um dia, as peguei numa posição constrangedora: ela e a “mãezinha” de cócoras! Até então só tinha visto tamanha acrobacia em filmes eróticos muitos selecionados. Peguei a doente e operei antes que acontecesse algo pior.

Um dia quando fui ao hospital após a ligação de uma paciente “pós-termo” (40 semanas) e, enquanto me paramentava, escutei um gemido suave e um choro de bebê. Corremos para salvá-los, mas já era tarde. O feto nasceu de um parto completamente “contaminado”. E por sorte, ficaram bem, e tiveram alta após uma semana de nosso ritual de descontaminação. Fizemos o que pudemos: antibióticos, desinfecção, . Nunca cheirei tanto éter na vida.

…Por pouco não cai no chão. Nas mãos de uma enfermeira que dizia “Acostume-se, ‘doutor’, no futuro os partos serão assim…” O que ela sabia sobre futuro com estas práticas retrogradas? Foi muito traumatizante pra mim, mas pelo menos, ambos sobreviveram.

O que mais me preocupava era: como aquela criança conseguiu nascer - e bem - sem um médico por perto. Isso ia contra tudo o que eu havia aprendido e acreditado.

A gota d´água para eu deixar aquela maternidade foi no dia em que essa irresponsável acendeu um incenso e colocou o CD da Enya… ‘Pra relaxar’, dizia ela.

Pois eu pedi contas imediatamente! Dois meses depois já tinham reduzido a taxa de cesárea de 95 para 75%. Era demais para mim e eu não poderia compactuar com os riscos a que estavam submetendo mãe e feto naqueles partos sem controle.

Parecia até que o parto era das mulheres, não um ato médico!

Neste novo emprego, contei para o diretor-médico todas as coisas que fui obrigado a assistir e acabei me abrindo demais ao contar que estava fazendo análise por causa desses traumas. Numa dessas seções, até chorei.

Mas este colega compartilhou de minha dor e foi solidário ao garantir que isso só se repetiria por cima do cadáver dele. Mas aí ele morreu no mês seguinte e o substituto colocou como principal meta diminuir as cesáreas, meu Karma. Eu estava quieto na minha… Mas quando vi meus próprios colegas de plantão oferecendo água pra parturiente em pleno trabalho de parto, não pude me conter! O que mais faltava acontecer? Abolir a episiotomia de rotina? Foi o que aconteceu…

Decidi que trabalharia numa maternidade particular, onde jamais seria importunado.

Novamente comecei muito bem até que auxiliei na cesárea de um colega mais cesarista que eu. Ele conversava sobre a festança de reveillon que tinha promovido e que passaria o carnaval na Bahia, por isso estava “desafogando” sua agenda. Parei para olhar aquela cena… Percebi que o assunto ignorava completamente o belo momento que estava acontecendo e que ele estava operando várias grávidas só pra poder viajar no feriado. Percebi que eu já havia feito aquelas coisas, mas ver outra pessoa fazendo igual me despertou algo estranho… Como uma lamentação.

Com o papo, ele acabou esquecendo de mostrar o bebê à mãe.

Numa sexta fera, outro colega me ligou agendando uma “cesárea de emergência” (por cordão enrolado…) para a terça seguinte. Por mais tapado que eu fosse, tinha outro entendimento sobre emergência…

Assim foi indo… Mas devagar essas situações começaram a me incomodar.

Tempos depois, uma gestante chegou ao meu consultório com 12 semanas já falando que teria um parto normal. Vê se pode… Nem estava na época de pensar nisso! Primeiro teria que dar tudo certo - tudo mesmo! - e durante o pré-natal certamente apareceria alguma intercorrência que me obrigaria a indicar a cesárea, era sempre assim.

Mas eu disse que tudo bem porque este era um uma situação distante e concordei que parto normal era melhor, desde que TUDO estivesse perfeito.

As semanas estavam se passando e e nada dela aparecer com sequer um exame alterado. E olha que o que eu mais pedia era exame! Pior é que eu era representante dos médicos no conselho do hospital e tinha uma reunião para reivindicação de um novo centro cirúrgico exatamente na mesma época prevista para este parto. Esta reunião me traria status na corporaçao. Mas seria muito azar ambos acontecerem exatamente no mesmo dia e na mesma hora! Então continuei procurando meus motivos minimamente coerentes para operá-la antes e me salvar do meu destino incerto…

O grande dia chegou. Ela entrou em trabalho de parto sem um sorinho sequer, pode acreditar. Cheguei logo depois tenso porque o “muito azar” aconteceu e estava quase na hora da tal reunião. Ela estava abraçada ao marido e, vai entender, tinha escurecido o quarto. Fiquei desconfortável, porque como eu faria meus procedimentos altamente tecnológicos sem luz? A hora da reunião se aproximava e os participantes muito ocupados, não me esperariam e os colegas me matariam se eu não aproveitasse a oportunidade. O novo Centro cirúrgico beneficiaria a todos que poderiam operar mais e atrair mais convênios para si e para o hospital.

E eu lá preso!

Já estava nervoso com a pressão alta - Nao da gestante, a minha! Saí, voltei, saí de novo e quando voltei peguei a parturiente numa posição que nem minha mulher fazia nos melhores dias: de quatro.

Custou, mas consegui o telefone daquela profética enfermeira obstetra. Ela me pediu pra ficar calmo e que o parto se faria sozinho, se eu deixasse a natureza agir. Que mane natureza! Quase xinguei, mas estava tão tenso que decidi relaxar. Já tinha perdido a reunião mesmo e o pior que poderia acontecer era o bebe nascer sem dar tempo de eu chegar a porta ao lado. Fui para o quarto dos médicos em alfa. Uns disseram que eu tinha que ficar lá, fazendo alguma coisa, que eu estava maluco… “Negligencia!”, nem liguei. Acho até que a paciente não me queria lá naquela hora. Coloquei a Enya no meu MP4 e cochilei. Acordei duas horas horas depois com a supervisora me chamando.

Quando cheguei no quarto dela, já não pude fazer mais nada, senão ver aquele bebê coroando e saindo de sua mãe. Sem fórceps, sem episio, sem nada. Na cama. Antes que eu pudesse chamar o pediatra, ela tomou o filho em seus braços e começou a niná-la entre lágrimas e devaneios. Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa, mas fiquei estático. Parecia que se eu me aproximasse, estragaria algo, sei lá. Por incrível que pareça, achei lindo e me deu um nó na garganta. Mas eu tinha que parecer profissional e não me emocionar.

Não havia laceração (nem sabia que era possível nascer sem episio), o sangramento foi moderado, mas logo cessou e eu mesmo pedi ao pediatra para não levar a criança para o berçário.

Mal podia dirigir de volta pra casa. Estava deliciosamente chocado.

Comecei a ver as coisas que estavam na minha frente o tempo todo e jamais pude ver. Me arrependi pelos tantos procedimentos que executei, sem criticar. Lamentei as oportunidade de crescimento que furtei as famílias em meu benefício. E o melhor de tudo: percebi que não precisava continuar sendo assim.

Fui pra casa, li o site da Parto do Princípio, HUMPAR, Amigas do parto, me perdi em tantos blogs, em especial o da Dydy (hehehe) e, confesso, me filiei à REHUNA.

Isso foi há dois anos.

No 1º ano, me tornei o médico que mais fazia partos normais na região e isto me levou a conhecer muitos colegas semelhantes. Fui convidado a dar palestras, meu consultório encheu. Minha mulher disse que eu estava menos presente, mas era muito mais feliz nos momentos em que estava com minha família.

No último ano fui convidado para trabalhar numa casa de parto e há seis meses uma cliente me convidou a assistir o Parto domiciliar dela.

Hoje tenho uma equipe: eu, a clara - aquela enfermeira-Enya - minha esposa que fez um curso de doula e um pediatra que converti á humanização, mas ele raramente precisa aparecer lá.

Minha vida agora não tem mais rigidez de horários, metas e patrões. As mulheres são as minhas patroas! Estou sempre a espera para aparar alguém que vai nascer e nada mais. Incrivelmente, a consciência de que eu não preciso fazer muita coisa num parto me trouxe uma imensurável satisfação.

Sei que não estou cometendo um erro, ao contrario do que nossa sociedade não preparada acredita. Estou seguindo meu código de ética, respeitando o desejo das mulheres que me procuram e as evidencias cientificas. Desta forma, o que poderia estar errado?

Entendi que o corpo feminino é perfeito e que o máximo que precisarei fazer é ajudar, de vez em quando.

Compreendo e pratico o sentido profundo da humanização, não mais o simplista superficial. E agora que o conheço, não resta mais alternativa, não há mais volta.

Obrigado pela atenção.

Assinado: Um ex-cesarista convicto e atual parteiro…”

 
 

 

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Dec 11 2008

A grande descoberta!!!!

Publicado por Fabiana em Filhos, Gravidez

Fomos todos à clínica do famoso Dr. Pedro para fazer a ultra e tentar descobrir o sexo do neném. Estava lotada de grávidas. Chegamos às 15:30h, horário marcado. Mas só fui chamada para o exame às 17:15h. Ninguém agüentava mais esperar…. mas, por tudo o que falaram do médico, valia a pena a espera. Fora as grávidas na sala da recepção tecendo mil elogios ao cara.

Chegou nossa vez. O médico perguntou o motivo da ultra. Mas não havia “motivo”; era pura curiosidade mesmo. Queríamos saber o sexo do neném e, é claro, saber se estava tudo bem. E bastou ele ligar o aparelho para dizer: “Já vi!”. Como assim, já viu??? “Já vi. Mas só vou falar no final, ta?”

E foi assim. Foram quase 11 minutos de ultra. E o médico mostrava o bracinho e contornava para nos mostrar. Contava os dedinhos da mão. Mostrava o pezinho e a perninha. A respiração rápida. O peitinho subia e descia quase que ofegante. E o neném virava pra cá e virava de costas. E pegava o pé. E colocava a mão atrás da cabeça. Na frente da boca. E abria a boquinha também. Uma graça…. e o médico, uma simpatia. Totalmente diferente daquele antipático que fez a translucência nucal. Era simpático e conversava com a gente, dizendo estar tudo bem com o neném, graças a Deus.

Mas e aí, doutor? Qual é o sexo do neném? E ele nos perguntou o que preferíamos. Eu fui a primeira a dizer que não tinha preferência, mas que o Beto e a Bruna preferiam um menino. E aí, o médico deu uma risadinha e disse que era uma MENINA!!!!!!! Depois de se despedir, saiu da sala e nos deixou lá, nós três: eu, Beto e Bruna.

Fiquei muda. Beto sorriu um pouco sem graça. E nem consegui ver a primeira reação da Bruna. É estranho, mas me deu uma sensação de perda….. parecia que eu estava perdendo o Pedro… uma sensação de vazio, de susto, de tristeza…. não que eu estivesse triste por ter uma menina, claro que não! Mas senti a perda do Pedro… é estranho… não tem como transcrever o sentimento.

Como já tinha dito a algumas amigas, não conseguia me ver como mãe de menino. Sei lá…. gostei tanto de ter tido uma filha, de enfeitar, de lidar com a delicadeza, com a tranqüilidade (ah, porque minha filha sempre foi muito tranqüila mesmo), com o chamego dela, que não conseguia realmente me ver como mãe de um menino levado, que corria pra lá e pra cá, que voltava pra casa todo suado e sujo de tanto brincar, de correr e jogar bola…. Mas o Beto falava tanto no Pedro,   mas tanto, e isso, muito antes da gente se descobrir “grávido”, que parece que eu acostumei. E Pedro se tornou conhecido da família toda, dos amigos, das primas, tias, filhos das primas, cunhados,…. era Pedro para todos os cantos. Bruna conversava sempre com a “barriga” e também só a chamava de Pedro. Acostumei mesmo. De verdade. Então, já amava bastante o “Pedro”. E aí, ouvir a notícia de que o Pedro não existia…. foi um balde de água fria em todos nós….

Então, o sentimento não é de rejeição à neném, de jeito nenhum. E sim de perda do Pedro. É diferente…

Mas, passado esse primeiro dia, e com a notícia se espalhando, e com todos vibrando, já nos acostumamos com nossa pequena. E eu redescobri o sentimento que sempre houve dentro de mim: o de amor e de babação às MENINAS! É muito bom, mas muito bom mesmo ser mãe de menina!!!!

Presente de Deus para as nossas vidas! Bruna já está toda, toda com a irmã… e Beto já mostrou as fotos da ultra para todos no trabalho…  já fala “minha filha” com a maior naturalidade…. parece até que ela sempre existiu….

Agora, a próxima etapa é escolher um nome pra pequena…. tá difícil… hehehehe!!!

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Dec 09 2008

Praiana

Publicado por Fabiana em Uncategorized

Quem me conheceu, tempos atrás, vai achar que estou faltando com a verdade. Sábado, pela primeira vez no ano, fui à praia. Não estava lá essas coisas… nem descemos para a areia; ficamos só no quiosque mesmo. E o sol também nem quis dar as caras… Então, pra mim, é como se não tivesse ido. Ir à praia sem dar um mergulho no mar é o mesmo que não ir.

Mas ontem foi diferente. Fomos eu e Bu, e chegamos por volta de 9:30h. Estava uma delícia… vazia, mar tranquilo, sol gostoso, peixinho e água de coco, … bom demais! Temos que repetir… Lembrei tanto dos velhos tempos…

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Dec 01 2008

E vc, já se vacinou?

Publicado por Fabiana em Gravidez

Nossa, ou eu não me lembro nada da minha primeira gravidez (que já foi há 15 anos) ou essa está mesmo o oposto da outra… tenho lido bastante, procurado me informar, mas essa alteração hormonal está acabando comigo! São tantos altos e baixos, vou de um estado deprimido à euforia tão rapidamente que nem eu dou conta! E o mau humor? Credo, sei que ele sempre me rondou, mas agora está querendo me engolir!

Nem tente me contrariar, porque eu M-O-R-D-O!!!!!!!!!!!!!!

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Nov 26 2008

Troca de médico

Publicado por Fabiana em Gravidez, Mudança

Como comentei no post anterior, estou trocando de médico. Bom, nem sei se  “trocando” é o termo correto. Quando me casei com o Beto, passei para o plano de saúde da empresa dele (Amil). Apesar de preferir o meu, o plano da empresa é um benefício, visto ser gratuito. Ou seja, o Beto não paga um centavo por ele. Então, como graças a Deus somos saudáveis, não havia razão para eu continuar pagando um plano particular.

Mas, pra falar a verdade, nunca gostei da Amil. Primeiro porque tive que trocar todos os médicos que eu já estava acostumada a ir. Ginecologista/obstetra, dermatologista, oftalmologista, etc, etc, etc. E, particularmente, para achar um outro GO foi um saco. Isto porque eu enfim estava com o GO que eu gostaria que tivesse feito o meu parto na época da Bruna. Ele sempre foi de uma linha mais humanizada, quando ainda nem era moda falar sobre isso. Foi um dos donos da Casa do Parto. A favor do parto normal desde sempre, tratava o recém-nascido com respeito, sem todas aquelas intervenções pelas quais o bichinho passa logo que sai do ventre…

Na época da Bruna, eu também tinha o plano da Amil, e não pude ser sua paciente. Agora, 15 anos depois, também não terei meu baby com ele… até porque já fiquei sabendo que ele parou de fazer partos a partir desse ano… bom, paciência.

Minha busca por outro GO começou bem antes da minha gravidez, mas já de olho nela. Pergunta daqui, pergunta dali, e cheguei na minha GO atual. Ela realmente é bem legal, competente, profissional. E também gosta de um parto normal. O problema é que as consultas dela não são marcadas. É por ordem de chegada. E o consultório é uma loucura. Esperar mais ou menos 2h para ser atendida é a média…  e claro, com tanta paciente na sala de espera (que muitas vezes não acomoda todo mundo), as consultas são bem vapt-vupt. Em torno de 10 a 15 minutos…  ai, não gosto não… e mais: ela não “opera” mais no hospital que eu gostaria de ganhar o neném. E também, em razão de algumas perguntas, já vi que qualquer circular de cordão já a faz partir para uma cesárea.

Não fiquei totalmente confortável. Então, resolvi partir para minhas pesquisas novamente… liguei para algumas amigas que foram mães há pouco tempo. Liguei para suas GO’s…. ninguém aceita AMIL. Pesquisei na internet, entrei em listas de discussão, liguei para algumas pessoas a fim de “descobrir” um GO que tivesse a visão do parto humanizado. Pra variar, ninguém tem o meu plano…. e a grande maioria dos “humanistas” nem plano aceitam.

Bom, como tenho o hospital coberto pela AMIL, vamos ver um médico particular. Consultas caríssimas, se levarmos em consideração que será um gasto mensal (no mínimo), sendo que no final da gestação, os valores seriam dobrados, triplicados, dependendo da freqüência das consultas. Também não tava dando pra gente… com meu salário cada vez menor, com mudança, com enxoval, com tantos gastos, adquirir mais esse não estava nos nossos planos.

Até que achei um médico que não era assim tão careiro. E foi indicado por uma terapeuta que tem um grupo de gestantes. Fomos então lá para conhecê-lo. Bom, gostei bastante dele. Ficamos uns 40 minutos conversando sobre partos. E ele “opera” na maternidade que eu gostaria de ter o bebê. Gostei do jeito dele, ele é atencioso, simpático, e está totalmente inserido com todo esse pessoal ligado ao parto humanizado.

Na semana passada, tivemos consulta com os dois médicos, no mesmo dia. Estamos decidindo ainda o que fazer. Não é uma decisão fácil, porém, necessária. Vamos ver no que isso vai dar.

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Nov 19 2008

Translucência Nucal

Publicado por Fabiana em Gravidez

Ontem nós fomos fazer a ultra-sonografia de 12 semanas, para medir a translucência nucal. Translucência nucal ( TN ) é uma prega na nuca do feto, decorrente de um acúmulo de líquido sub-cutâneo na região cervical, que deve ser medida entre 11 e 13 semanas para o rastreamento de síndromes fetais ( cromossomopatias ), dentre elas a trissomia do par 21 ( síndrome de Down ), a trissomia do 13  ( síndrome de Patau ) e do 18 ( síndrome de Edwards ), síndrome de Turner, além de inúmeras outras . Para ser considerada normal, a TN deve medir no máximo 2,5 mm de espessura. Esse exame é um marcador que faz parte do rastreamento de síndromes fetais no primeiro trimestre da gestação. Caso a medida seja superior, não significa que o feto tenha alguma anomalia, mas a gestante poderá ser encaminhada para a realização de outros exames (amniocentese, biópsia de vilo corial, dentre outros) para um “diagnóstico” mais preciso.

Sala cheia: Beto, Bruna, minha mãe, médico, eu (e neném, é claro). Confesso que estava um pouco receosa, mas bastante confiante em Deus. Acho que não tem mãe que não fique com medo… ao menos preocupada … e se certificar que está tudo certo com o neném é um verdadeiro alívio…

E é lindo ouvir mais uma vez o coraçãozinho dele (já tínhamos ouvido na última ultra), ver bracinhos e perninhas em movimento, ver o narizinho (nessa ultra, o médico também verifica o osso nasal)… o neném até ficou de joelhos, com o bumbum pra cima, um fofo… Que precoce esse meu filho, já queria engatinhar!… rsrsrsrs

Na sexta, vou levar os exames de sangue, de urina e a ultra no médico. Ah, estou trocando de médico, mas esse é assunto pra outro post…

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Nov 17 2008

Início do enxoval

Publicado por Fabiana em Filhos, Gravidez, Uncategorized

Amanhã completo 12 semanas de gestação. Minha barriga já está aparecendo… e não sou a única a perceber… O Beto já fala que estou com um barrigão! Também já engordei 2 kg. Não só pelo fato de ter que ficar em casa ( e aí já viu, né? A geladeira fica muito acessível…rs), mas já sinto também uma mudança no meu apetite. Não tenho essa fome exagerada que as grávidas falam, e nem como quantidades maiores de alimentos, mas sinto fome mais vezes ao dia. O ruim é que os enjôos ainda não passaram… e olha que eu ansiava chegar logo aos 3 meses, porque, como dizem, todos os ”problemas” terminam (assim como um passe de mágica). Lêdo engano….. enjôo, azia, má digestão, mal estar e vômitos continuam me rondando… ai, ai,…

No sábado passado, fomos à Feira de Gestante e Bebê. Já tínhamos ido à uma, no Riocentro, no meio de outubro, que, aliás, foi péssima! Só tinha coisa feia… Ficamos meia horinha e saímos de lá correndo… Mas a de sábado foi ótima! A Kuka, minha prima, veio com o marido (que disposição! quase 5h de viagem!) e nos encontramos lá. Compramos algumas roupinhas, todas neutras, é claro, e o neném só tem roupinhas amarelas, verdes, brancas e um conjuntinho bege! Bom, por enquanto, é o que dá para comprar… O Beto está louco para saber o sexo, tá muito curioso… Eu quero saber também, por causa do enxoval, mas não estou assim tão ansiosa..

Andamos bastante, e acho que exagerei, prq até já estava sentindo um pouco de dor. Só não foi pior prq fui “prevenida” para a feira: meias KENDALL. Nossa, é quente que só! E como minha barriga ainda não está grandona, e a meia é a de grávida, ela ficou lá em cima, grudada com meu sutiã! Ou seja, eu estava de macacão KENDALL! Um calor horrível, mas, em compensação, quando cheguei em casa, minhas pernas estavam bem levinhas e sem nenhuma dor! É, já vi que terei que usar esse artigo pra lá de sexy na gravidez inteira…

No domingo, o Beto arrumou todas as roupinhas do neném na cama da Bruna, que estava passando o final de semana com o pai… ela chegou e adorou tudo!

Amanhã eu volto pra contar como foi a ultra!

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Nov 02 2008

Hormônios a todo vapor

Publicado por Fabiana em Uncategorized

Simplesmente não tenho nenhuma vontade de vir aqui. Não posso nem alegar falta de tempo, pois isso é o que eu mais tenho ultimamente. Ainda estou de licença médica, e a minha vida se resume a ir da cama para o sofá, quando muito circular pela casa. De vez em quando dou umas voltinhas. Nem que seja pelo quarteirão. Fico louca de vontade de ir ao supermercado…. (devo estar mal mesmo..).

Sinto enjôos, mas nada que ultrapasse a barreira da normalidade. E nada também que me deixe prostrada. Tem semana que vomito todos os dias. Tem dias que sinto mal estar, porém não vomito. Tem dias que nem eu me aguento, de tão chata. Em outros, não aguento os outros, de tão chatos…

Não estou empolgada como achei que ficaria. Não estou tão feliz como achei que ficaria… me sinto estranha. Talvez prq eu não tenha nem paradeiro e o mundo me parece muito grande para ter que resolver (quase que sozinha) onde fincar raízes… tenho dúvidas e medos.

Essa gravidez tem sido bastante diferente da minha primeira…  já percebi que realmente um filho jamais é igual ao outro.

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Oct 25 2008

Dia de matar a saudade

Publicado por Fabiana em Cotidiano, Gravidez

Hj o Beto enfim chegou de viagem. Ficou uma semana fora por conta do trabalho. Já estava morrendo de saudades…

Minha mãe veio pra cá para prepararmos um almoço de recepção, que, é claro, só foi sair lá pelas 3h da tarde.. e ele, tadinho, já estava roxo de fome…rs

Chegou, contou as novidades, mostrou os presentes, falou dos dissabores da viagem e ficou impressionado com o “tamanho” da minha barriga!! Ai, meu Deus, será que está assim tão grande??? E olha que eu só estou com 08 semanas…hehehehe..

Mas, sério, eu já reparei que ela deu uma crescidinha mesmo… também, pudera, já engordei 2 kg e ainda nem cheguei ao 3º mês… mas não vou ficar grilada com isso não, afinal de contas, fiquei uma semana de molho, deitada na cama, só levantando para tomar banho,… e aí, não me restava outra coisa a não ser comer, comer e comer…

Não senti nenhum enjôo nessa semana, mas vomitei praticamente todos os dias pela manhã. Não adianta, é uma fase chatinha, mas não tenho do que reclamar… estou bem longe dos enjôos da minha prima, ou de algumas amigas, que enjoaram praticamente os 9 meses…

Na gravidez da Bru, também não tive muitos enjôos. Só senti um pouco de cólica, como tem ocorrido com essa, mas acho que é normal nesse princípio…

Fui à médica ontem no final da tarde, que me recomendou mais 15 dias de licença… disse que agora eu não preciso ficar deitada o tempo todo, mas pediu cuidados até o próximo mês.. não pegar peso, ficar relaxada, não usar sapato algo, deitar durante o dia, não fazer nenhum tipo de esforço…

Fazer o quê, né? Mas, como disse, não tenho do que reclamar. Estou me sentindo bem (dentro do possível) e não pouparei esforços para que o meu neném venha bastante saudável.

Bom, é isso. Deixa eu curtir um pouco mais o marido agora…

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Oct 10 2008

O primeiro enjôo

Publicado por Fabiana em Uncategorized

Tenho me sentido super bem. Não estou enjoando, não sinto diferença nos seios, não estou com nenhum sintoma característico. Aliás, nenhum outro sintoma além do sono… esse sim, veio com força total. Já não gostava muito de dormir (?!?)…. agora então, nem se fale…. mas agora, bocejo o dia inteiro… e se me deixarem, não levanto nem da cama… é uma preguiça que só.. e o melhor: agora o meu exacerbado sono tem total apoio do marido! Ele sempre reclamou do meu excesso de sono, da minha preguiça, etc. Agora, tá pianinho… e ainda me diz: dorme mais um pouquinho amor, vc está cansada…. ai, ai, essa é a parte boa da gravidez… fica todo mundo tão compreensível… ahahahaha..

Bom, mas o meu bem estar só dura até chegar às aulas de cozinha. Está sendo duro aguentar tanto cheiro diferente… e pra quem não sabe, grávida tem o olfato apuradíssimo…. é impressionante! Sinto cheiros a kilômetros de distância… só pra se ter uma idéia, quando chego em casa perto da hora do almoço, sinto o cheiro do tempero dos vizinhos de dentro do elevador… ai, me enjôa…..

Não deu outra. Na aula de terça, os cheiros já não me fizeram muito bem… era shoyo, aipo, alho com cebola, bala de hortelã, café, e tudo o que se pode pensar de mistura! Mas me controlei, tomei um suquinho de laranja e aos poucos o enjôo foi passando…

Mas na aula de ontem não deu. Era uma aula de charcutaria e, como iríamos fazer uma terrine, começamos por desossar um frango. Gente, eu sempre tive nojo de frango, da pele, do cheiro,… e como essa não era propriamente a aula de desossa, havia apenas um frango, e Olívia começou a tirar os ossos do pobre coitado. Nossa, foi me dando um enjôo ver aquilo tudo… e mete a mão por dentro, e tira moela, miúdo, coração, … foi me dando um nojo… saí da sala. Fui tomar uma água, pegar um ar.. voltei, e procurei nem ficar perto do tal do frango. Fui para o outro canto da sala. Mas já era tarde. Minha pressão abaixou, minhas pernas estavam trêmulas, saí novamente da sala. Passei mal. Voltei, peguei minhas coisas e fui embora. Aquele não era meu dia…

Fui pra casa e dormi até a hora do almoço…. ainda bem que eu não tinha trabalho naquele dia..  

Hoje amanheci um pouco melhor. Vamos viajar à tarde para Itatiaia. Já havia feito a reserva no hotel desde agosto, e ainda nem desconfiava da gravidez… aliás, em agosto eu nem estava grávida. Não estava muito a fim de ir (preferia mesmo era ficar em casa, curtindo minha caminha), mas como já estava tudo pago, não tínhamos outra opção.

Depois eu volto para contar como foi o finde. Bjo.

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