Mar 22 2009

Chá de Fraldas

Esse foi o convite do Chá de Bebê da Giovanna. Fizemos uma reunião aqui no salão de festas do meu prédio e chamamos uns amigos. Vieram umas 50 pessoas, todas queridas. Foi muito gostoso reunir família e amigos, num momento muito especial para nós. A decoração ficou uma gracinha, o bolo, os docinhos e comes e bebes que sobraram pra mais de semana…. Minha mãe, pra variar, não tem a menor noção de quantidade…. e aí, temos “comida de festa” rolando aqui em casa por dias…. rsrs.

 

O importante foi que correu tudo bem, e a festinha foi ótima. Gi agradece pelas fraldas recebidas…..rs.

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Feb 27 2009

6 meses e meio

Publicado por Fabiana em Filhos, Gravidez

 

Tudo bem com a gravidez. Estou no 6º mês (26 semanas) e adorando essa fase! Bem que todo mundo fala que o segundo semestre é mais tranquilo… e é mesmo. Nossa saúde está ótima, engordei pouco (ainda), não estou inchada, estou bem ativa, voltei ao trabalho, faço hidroginástica, drenagem, estou indo com Beto às palestras da Stèphanie (recomendo aos casais grávidos), … graças a Deus está tudo bem. A Giovanna chuta bastante, às vezes até incomoda, e os médicos das ultras dizem que ela é bastante ativa. Não pára quieta um minuto… tá dando pra perceber. Acorda de madrugada, e me acorda, é claro, com tantos chutes e reviravoltas dentro da barriga. Está com bom peso e uma boa altura. Vimos suas medidas na morfológica que fizemos no dia 04/02, e o Dr. Herom sempre dá uma palhinha na ultra 3D para matarmos a curiosidade…

O carrinho e o bebê conforto já chegaram. Lindo… já temos roupinhas suficientes também (mais do que suficientes, pra dizer a verdade). Seu enxoval já está praticamente pronto, só estamos decidindo se realmente iremos comprar o berço e a cômoda aqui (por causa da mudança).

Ah, e não posso deixar de falar da Bruna… está tão carinhosa comigo e com a irmã… beija a barriga toda hora! Uma graça…

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Feb 27 2009

Ai que calor-ô-ô-ô-ô-ô-ô!!!!!

Publicado por Fabiana em Cotidiano, Uncategorized

Dizem que grávida sente mais calor do que todas as outras criaturas da terra! Se é mito eu não sei, mas que eu me sinto a mais calorenta de todas as grávidas, isso é fato. Li num site agora mesmo que hj foi o dia mais quente do ano (tudo bem que ele ainda está começando), mas ninguém merece tanto sol…

E como dei férias à secretária do lar, e ela já está há uma semana na esbórnia, não tive mais pra onde correr, e encarei mesmo uma boa faxina. Não foi lá uma super faxina, mas a casa já estava pedindo arrêgo, e tive que enfrentar a batalha!!! Depois disso, e com um calor insuportável, ainda foi meu dia também de encarar o fogão… lá pelas 15h estava tudo pronto, casa arrumada, cheirosa e limpinha, cozinha idem, e jantar prontíssimo também. Ai, não estou acostumada com a vida de Amélia, e o meu medo é que isso vai virar uma constante na minha vida… depois da nossa mudança, não teremos ninguém pra ajudar nem com a casa nem com a Gioavanna… será que eu acostumo? Além de ser super trabalhoso, acho um porre esses afazeres domésticos…. todo dia a mesma coisa… bom, pelo menos, o clima vai ajudar…. eu acho…

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Jan 17 2009

A difícil escolha do nome

Publicado por Fabiana em Uncategorized

Glitter Text
 
 
Enfim chegamos à conclusão sobre o nome da neném… A história do nome era um complicador aqui em casa. Eu queria um, Bruna queria outro e Beto, outro. Não chegávamos a um acordo. Tirar no papelzinho, eu me recusava (nunca tive sorte com sorteios….rs). Contar com opiniões alheias também não queria… então, assim foi indo… a bebê foi ficando sem nome…
Como temos que começar a fazer o enxoval (pra valer), e como muitas peças do enxoval são bordadas, estava mais do que na hora de decidir o nome da princesa. Beto definitivamente não tinha o poder da decisão (afinal, se o neném fosse menino, o nome já estava escolhido há muito tempo, sem direito a acréscimos ou trocas). Então, como é uma menina, ele podia, no máximo, manifestar sua opinião, mas nunca decidir…
Queria muito estar certa do nome. E só aí percebi como a escolha do nome que a pessoa vai levar a vida toda é importante. É uma responsabilidade dos pais.
Meu sobrenome era muito grande. Quando eu nasci, meu pai quis fazer “uma surpresa” pra minha mãe, e, com ela ainda no hospital, ele foi me registrar. 4 sobrenomes. Tinha até sobrenome de solteira do nome da minha mãe. Nunca gostei. Depois até me acostumei (já adulta), mas, quando criança, morria de vergonha quando a professora chamava o nome todo… e, ao terminar, sempre comentavam: Nossa, que nome grande!!! Eu odiava. Aliás, quando se é criança ou adolescente, tudo que for muito diferente dos outros, não agrada. Criança gosta de ter tudo igual. Já não era muito fã do meu nome, porque nas salas de colégio nunca havia outra Fabiana… Eu queria era me chamar Renata, Paula, nomes “comuns” que se repetiam nas turmas…. que máximo era ter amigas com o mesmo nome… (rsrs). Depois, desencuquei com o nome, mas nunca com o sobrenome.
Meu sonho dourado era me casar e tirar metade do meu sobrenome. Só que aí, quando me casei, a lei já não permitia que a mulher retirasse seus sobrenomes de solteira. Ou permancecia com eles ou acrescentava o(s) do marido. Que foi que eu fiz? Acrescentei mais um do marido. Nossa, aí a coisa ficou perfeita…. 5 sobrenomes.. ai, ai, só eu mesmo!
O fato é que, quando me casei com o Beto, fiz questão de procurar um cartório que “aceitasse” a retirada de sobrenomes da mulher (e aí percebi que isso é bem controvertido, e que cada juiz pensa de uma maneira diferente…). Onde moro, isso já não é mais possível. Por isso, fiz questão de casar em MG, na cidade da família do meu marido. Lá eu pude cortar 2 sobrenomes e acrescentar um do meu marido.
Contei tudo isso aqui para mostrar o quanto o nome de uma pessoa é importante pra ela. Canso de ver reportagens na televisão sobre nomes esdrúxulos (ops! Tá certo?) que causa muita vergonha em seus donos…
Bom, mas voltando ao assunto da neném. Essa história do nome já estava me deixando cansada, prq o Beto já tava cobrando muito. Então, fui à igreja no domingo passado, e, conversando com uma colega ao final do culto, ela, não sabendo dos nomes em questão, disse que o maior orgulho da sua irmã era dizer que o seu nome tinha sido escolhido por ela. Pronto! Era desse empurrãozinho que eu precisava! Naquele momento, decidi que a Bruna seria prestigiada e que o nome escolhido por ela seria o nome da neném! Conversei com o Beto, que concordou de imediato. Nem preciso dizer que a Bru adorou a homenagem!!!! E taí, Giovana está chegando e nós a esperamos com muito amor!
 

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Jan 13 2009

Quem é vivo sempre aparece….

Pois é… não posso nem reclamar de falta de tempo… é preguiça mesmo! Também não é falta de assunto não…

Tivemos aí Natal, Ano Novo, férias, consulta pré-natal, ultra, curso de pais, … é assunto que não acaba…rsrsr

Bom, Natal fomos para Oliveira passar com a família do Beto. Foram os quatro netos de D. Genny e tudo transcorreu bem, graças a Deus. Como minha neném ainda não tem nome, Beto inventou de chamá-la de Margarida. Aí a moda pegou: todos só chamavam a criança de Margarida… tadinha da minha pequena…

Viemos embora no domingo e logo na 2ª já fomos pra Búzios. Alugamos uma casa bem gostosa para passar o Ano Novo, e, mesmo com a cidade lotada, gostamos bastante… praia, praia, praia, e mais praia… af.. ninguém aguentava mais!!! Beto até ensaiava a dança da chuva todos os dias, mas o Legião Urbana se inspirou nessa cidade quando cantou: ” Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei…”

Era impressionante. Todos os dias o Jornal Nacional trazia sua previsão de chuva, mas eles não acertaram nenhuma vez… hehehehe…. eu e Bu gostamos, é claro, prq ADORAMOS uma praiana… já Beto e Patrícia, branquinhos daquele jeito, não suportavam mais…

A noite do Ano Novo também foi muito tranquila… ceia, oração, desejos de realizações para o ano que chega e agradecimentos pelo ano que passou. Só de saber que tenho gente aqui dentro, e que essa benção aconteceu em 2008, já é um ano para ficar na história… e saber que meu baby chega em 2009, já o considero também um ano maravilhoso…

Todos de volta pra casa. Próximo evento: aniversário do meu amado… 40 anos!!! Entrou para a turma dos “enta”; agora não sai mais… almoço tranquilo com a família.

Ultra: vimos nossa neném mais uma vez, firme e forte… e outro comentário: “nossa, essa menina não pára, hein? Ela se mexe muito…” Ai meu Deus!!! Será que vai ser muito levada??! A minha médica (aliás, ex-médica, prq resolvi trocar mesmo) comenta isso em todas as consultas quando está me examinando… diz que é até difícil “pegar” o coraçãozinho dela, prq ela “anda” de um lado para outro, sem parar… bom, tomara que puxe a irmã, que era tranquila, tranquila…. um exemplo, um amor de criança!

Já tenho a próxima ultra marcada para mês que vem. Vamos fazer a morfológica, onde se verificam todos os órgãos do bebê para saber se está tudo certinho… (estou assim mesmo: tenho feito uma ultra por mês, desde que me descobri grávida….hehehehe). Ah, é uma delícia ver como a neném está, vê-la se mexendo, fazendo grancinha…

Começamos também um Curso de Pais, com a Stephanie. Assistimos a primeira palestra ontem e eu adorei! Aliás, adorei ter contato com outras barrigudas que falam a mesma língua do que eu…. (grávida só tem um assunto… advinha qual???). Gostei bastante também da Stephanie, que, aliás, elogiou o meu “novo” médico (Dr. Rodrigo Vianna)… diz que ele é um verdadeiro parteiro, uma gracinha de pessoa, e que é um obstetra de coração… tem prazer no que faz… entende e apóia o parto humanizado… ADOREI! Já vou marcar as palestras da próxima semana…. Beto também gostou bastante. Que bom!

E, enfim, hoje fiz uma aula experimental de hidroginástica… como já estou há muito tempo parada (e também já engordei 5 kg), nem precisa dizer que já comecei a sentir os músculos doendo (apesar de não ter feito quase nenhum exercício com aparelho)… e estou cansada.. vou dormir agora. Boa noite!

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Dec 16 2008

Memórias de um ex-cesarista

Publicado por Fabiana em Gravidez, Parto

Postaram esse relato hj no grupo PARTO NOSSO, que eu achei muito legal… mas ainda estou tentando descobrir quem é essa gracinha de médico, para lhe dar os devidos créditos.

 

“Antes eu era um obstetra normal. Era chamado para as festas corporativas de final de ano, dormia a noite inteira e raramente recebia ligações de gestantes nos feriados. E se acontecesse, eu ligava para um colega de plantão e ele operava pra mim.Tinha uma vida social e ia a todos os compromissos pré-agendados, inclusive minhas cesáreas. Tudo pontualmente.

Foi quando conheci a Clara, uma enfermeira recém formada em obstetrícia, contratada para humanizar o parto numa das maternidades em que eu operava. Essas “pressões do governo para reduzir cesárea, sabe como é. Pensei que fosse só pra constar. Afinal, eu já tinha uma postura muito humanizada, oras. Entre a extração do bebê e a seção de tubos nasais da pediatra, eu mostrava a criança rapidamente para a mãe, que ficava emocionada. Mas a pediatra precisava fazer o trabalho dela e isso era o prioritário naquele momento. A mãe teria o resto da vida para curtir. Uma noite sem ele, não mudaria nada.
Enfim, esta Enfermeira começou a conversar com as gestantes que chegavam antes de eu chegar, até que um dia, as peguei numa posição constrangedora: ela e a “mãezinha” de cócoras! Até então só tinha visto tamanha acrobacia em filmes eróticos muitos selecionados. Peguei a doente e operei antes que acontecesse algo pior.

Um dia quando fui ao hospital após a ligação de uma paciente “pós-termo” (40 semanas) e, enquanto me paramentava, escutei um gemido suave e um choro de bebê. Corremos para salvá-los, mas já era tarde. O feto nasceu de um parto completamente “contaminado”. E por sorte, ficaram bem, e tiveram alta após uma semana de nosso ritual de descontaminação. Fizemos o que pudemos: antibióticos, desinfecção, . Nunca cheirei tanto éter na vida.

…Por pouco não cai no chão. Nas mãos de uma enfermeira que dizia “Acostume-se, ‘doutor’, no futuro os partos serão assim…” O que ela sabia sobre futuro com estas práticas retrogradas? Foi muito traumatizante pra mim, mas pelo menos, ambos sobreviveram.

O que mais me preocupava era: como aquela criança conseguiu nascer - e bem - sem um médico por perto. Isso ia contra tudo o que eu havia aprendido e acreditado.

A gota d´água para eu deixar aquela maternidade foi no dia em que essa irresponsável acendeu um incenso e colocou o CD da Enya… ‘Pra relaxar’, dizia ela.

Pois eu pedi contas imediatamente! Dois meses depois já tinham reduzido a taxa de cesárea de 95 para 75%. Era demais para mim e eu não poderia compactuar com os riscos a que estavam submetendo mãe e feto naqueles partos sem controle.

Parecia até que o parto era das mulheres, não um ato médico!

Neste novo emprego, contei para o diretor-médico todas as coisas que fui obrigado a assistir e acabei me abrindo demais ao contar que estava fazendo análise por causa desses traumas. Numa dessas seções, até chorei.

Mas este colega compartilhou de minha dor e foi solidário ao garantir que isso só se repetiria por cima do cadáver dele. Mas aí ele morreu no mês seguinte e o substituto colocou como principal meta diminuir as cesáreas, meu Karma. Eu estava quieto na minha… Mas quando vi meus próprios colegas de plantão oferecendo água pra parturiente em pleno trabalho de parto, não pude me conter! O que mais faltava acontecer? Abolir a episiotomia de rotina? Foi o que aconteceu…

Decidi que trabalharia numa maternidade particular, onde jamais seria importunado.

Novamente comecei muito bem até que auxiliei na cesárea de um colega mais cesarista que eu. Ele conversava sobre a festança de reveillon que tinha promovido e que passaria o carnaval na Bahia, por isso estava “desafogando” sua agenda. Parei para olhar aquela cena… Percebi que o assunto ignorava completamente o belo momento que estava acontecendo e que ele estava operando várias grávidas só pra poder viajar no feriado. Percebi que eu já havia feito aquelas coisas, mas ver outra pessoa fazendo igual me despertou algo estranho… Como uma lamentação.

Com o papo, ele acabou esquecendo de mostrar o bebê à mãe.

Numa sexta fera, outro colega me ligou agendando uma “cesárea de emergência” (por cordão enrolado…) para a terça seguinte. Por mais tapado que eu fosse, tinha outro entendimento sobre emergência…

Assim foi indo… Mas devagar essas situações começaram a me incomodar.

Tempos depois, uma gestante chegou ao meu consultório com 12 semanas já falando que teria um parto normal. Vê se pode… Nem estava na época de pensar nisso! Primeiro teria que dar tudo certo - tudo mesmo! - e durante o pré-natal certamente apareceria alguma intercorrência que me obrigaria a indicar a cesárea, era sempre assim.

Mas eu disse que tudo bem porque este era um uma situação distante e concordei que parto normal era melhor, desde que TUDO estivesse perfeito.

As semanas estavam se passando e e nada dela aparecer com sequer um exame alterado. E olha que o que eu mais pedia era exame! Pior é que eu era representante dos médicos no conselho do hospital e tinha uma reunião para reivindicação de um novo centro cirúrgico exatamente na mesma época prevista para este parto. Esta reunião me traria status na corporaçao. Mas seria muito azar ambos acontecerem exatamente no mesmo dia e na mesma hora! Então continuei procurando meus motivos minimamente coerentes para operá-la antes e me salvar do meu destino incerto…

O grande dia chegou. Ela entrou em trabalho de parto sem um sorinho sequer, pode acreditar. Cheguei logo depois tenso porque o “muito azar” aconteceu e estava quase na hora da tal reunião. Ela estava abraçada ao marido e, vai entender, tinha escurecido o quarto. Fiquei desconfortável, porque como eu faria meus procedimentos altamente tecnológicos sem luz? A hora da reunião se aproximava e os participantes muito ocupados, não me esperariam e os colegas me matariam se eu não aproveitasse a oportunidade. O novo Centro cirúrgico beneficiaria a todos que poderiam operar mais e atrair mais convênios para si e para o hospital.

E eu lá preso!

Já estava nervoso com a pressão alta - Nao da gestante, a minha! Saí, voltei, saí de novo e quando voltei peguei a parturiente numa posição que nem minha mulher fazia nos melhores dias: de quatro.

Custou, mas consegui o telefone daquela profética enfermeira obstetra. Ela me pediu pra ficar calmo e que o parto se faria sozinho, se eu deixasse a natureza agir. Que mane natureza! Quase xinguei, mas estava tão tenso que decidi relaxar. Já tinha perdido a reunião mesmo e o pior que poderia acontecer era o bebe nascer sem dar tempo de eu chegar a porta ao lado. Fui para o quarto dos médicos em alfa. Uns disseram que eu tinha que ficar lá, fazendo alguma coisa, que eu estava maluco… “Negligencia!”, nem liguei. Acho até que a paciente não me queria lá naquela hora. Coloquei a Enya no meu MP4 e cochilei. Acordei duas horas horas depois com a supervisora me chamando.

Quando cheguei no quarto dela, já não pude fazer mais nada, senão ver aquele bebê coroando e saindo de sua mãe. Sem fórceps, sem episio, sem nada. Na cama. Antes que eu pudesse chamar o pediatra, ela tomou o filho em seus braços e começou a niná-la entre lágrimas e devaneios. Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa, mas fiquei estático. Parecia que se eu me aproximasse, estragaria algo, sei lá. Por incrível que pareça, achei lindo e me deu um nó na garganta. Mas eu tinha que parecer profissional e não me emocionar.

Não havia laceração (nem sabia que era possível nascer sem episio), o sangramento foi moderado, mas logo cessou e eu mesmo pedi ao pediatra para não levar a criança para o berçário.

Mal podia dirigir de volta pra casa. Estava deliciosamente chocado.

Comecei a ver as coisas que estavam na minha frente o tempo todo e jamais pude ver. Me arrependi pelos tantos procedimentos que executei, sem criticar. Lamentei as oportunidade de crescimento que furtei as famílias em meu benefício. E o melhor de tudo: percebi que não precisava continuar sendo assim.

Fui pra casa, li o site da Parto do Princípio, HUMPAR, Amigas do parto, me perdi em tantos blogs, em especial o da Dydy (hehehe) e, confesso, me filiei à REHUNA.

Isso foi há dois anos.

No 1º ano, me tornei o médico que mais fazia partos normais na região e isto me levou a conhecer muitos colegas semelhantes. Fui convidado a dar palestras, meu consultório encheu. Minha mulher disse que eu estava menos presente, mas era muito mais feliz nos momentos em que estava com minha família.

No último ano fui convidado para trabalhar numa casa de parto e há seis meses uma cliente me convidou a assistir o Parto domiciliar dela.

Hoje tenho uma equipe: eu, a clara - aquela enfermeira-Enya - minha esposa que fez um curso de doula e um pediatra que converti á humanização, mas ele raramente precisa aparecer lá.

Minha vida agora não tem mais rigidez de horários, metas e patrões. As mulheres são as minhas patroas! Estou sempre a espera para aparar alguém que vai nascer e nada mais. Incrivelmente, a consciência de que eu não preciso fazer muita coisa num parto me trouxe uma imensurável satisfação.

Sei que não estou cometendo um erro, ao contrario do que nossa sociedade não preparada acredita. Estou seguindo meu código de ética, respeitando o desejo das mulheres que me procuram e as evidencias cientificas. Desta forma, o que poderia estar errado?

Entendi que o corpo feminino é perfeito e que o máximo que precisarei fazer é ajudar, de vez em quando.

Compreendo e pratico o sentido profundo da humanização, não mais o simplista superficial. E agora que o conheço, não resta mais alternativa, não há mais volta.

Obrigado pela atenção.

Assinado: Um ex-cesarista convicto e atual parteiro…”

 
 

 

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Dec 11 2008

A grande descoberta!!!!

Publicado por Fabiana em Filhos, Gravidez

Fomos todos à clínica do famoso Dr. Pedro para fazer a ultra e tentar descobrir o sexo do neném. Estava lotada de grávidas. Chegamos às 15:30h, horário marcado. Mas só fui chamada para o exame às 17:15h. Ninguém agüentava mais esperar…. mas, por tudo o que falaram do médico, valia a pena a espera. Fora as grávidas na sala da recepção tecendo mil elogios ao cara.

Chegou nossa vez. O médico perguntou o motivo da ultra. Mas não havia “motivo”; era pura curiosidade mesmo. Queríamos saber o sexo do neném e, é claro, saber se estava tudo bem. E bastou ele ligar o aparelho para dizer: “Já vi!”. Como assim, já viu??? “Já vi. Mas só vou falar no final, ta?”

E foi assim. Foram quase 11 minutos de ultra. E o médico mostrava o bracinho e contornava para nos mostrar. Contava os dedinhos da mão. Mostrava o pezinho e a perninha. A respiração rápida. O peitinho subia e descia quase que ofegante. E o neném virava pra cá e virava de costas. E pegava o pé. E colocava a mão atrás da cabeça. Na frente da boca. E abria a boquinha também. Uma graça…. e o médico, uma simpatia. Totalmente diferente daquele antipático que fez a translucência nucal. Era simpático e conversava com a gente, dizendo estar tudo bem com o neném, graças a Deus.

Mas e aí, doutor? Qual é o sexo do neném? E ele nos perguntou o que preferíamos. Eu fui a primeira a dizer que não tinha preferência, mas que o Beto e a Bruna preferiam um menino. E aí, o médico deu uma risadinha e disse que era uma MENINA!!!!!!! Depois de se despedir, saiu da sala e nos deixou lá, nós três: eu, Beto e Bruna.

Fiquei muda. Beto sorriu um pouco sem graça. E nem consegui ver a primeira reação da Bruna. É estranho, mas me deu uma sensação de perda….. parecia que eu estava perdendo o Pedro… uma sensação de vazio, de susto, de tristeza…. não que eu estivesse triste por ter uma menina, claro que não! Mas senti a perda do Pedro… é estranho… não tem como transcrever o sentimento.

Como já tinha dito a algumas amigas, não conseguia me ver como mãe de menino. Sei lá…. gostei tanto de ter tido uma filha, de enfeitar, de lidar com a delicadeza, com a tranqüilidade (ah, porque minha filha sempre foi muito tranqüila mesmo), com o chamego dela, que não conseguia realmente me ver como mãe de um menino levado, que corria pra lá e pra cá, que voltava pra casa todo suado e sujo de tanto brincar, de correr e jogar bola…. Mas o Beto falava tanto no Pedro,   mas tanto, e isso, muito antes da gente se descobrir “grávido”, que parece que eu acostumei. E Pedro se tornou conhecido da família toda, dos amigos, das primas, tias, filhos das primas, cunhados,…. era Pedro para todos os cantos. Bruna conversava sempre com a “barriga” e também só a chamava de Pedro. Acostumei mesmo. De verdade. Então, já amava bastante o “Pedro”. E aí, ouvir a notícia de que o Pedro não existia…. foi um balde de água fria em todos nós….

Então, o sentimento não é de rejeição à neném, de jeito nenhum. E sim de perda do Pedro. É diferente…

Mas, passado esse primeiro dia, e com a notícia se espalhando, e com todos vibrando, já nos acostumamos com nossa pequena. E eu redescobri o sentimento que sempre houve dentro de mim: o de amor e de babação às MENINAS! É muito bom, mas muito bom mesmo ser mãe de menina!!!!

Presente de Deus para as nossas vidas! Bruna já está toda, toda com a irmã… e Beto já mostrou as fotos da ultra para todos no trabalho…  já fala “minha filha” com a maior naturalidade…. parece até que ela sempre existiu….

Agora, a próxima etapa é escolher um nome pra pequena…. tá difícil… hehehehe!!!

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Dec 09 2008

Praiana

Publicado por Fabiana em Uncategorized

Quem me conheceu, tempos atrás, vai achar que estou faltando com a verdade. Sábado, pela primeira vez no ano, fui à praia. Não estava lá essas coisas… nem descemos para a areia; ficamos só no quiosque mesmo. E o sol também nem quis dar as caras… Então, pra mim, é como se não tivesse ido. Ir à praia sem dar um mergulho no mar é o mesmo que não ir.

Mas ontem foi diferente. Fomos eu e Bu, e chegamos por volta de 9:30h. Estava uma delícia… vazia, mar tranquilo, sol gostoso, peixinho e água de coco, … bom demais! Temos que repetir… Lembrei tanto dos velhos tempos…

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Dec 01 2008

E vc, já se vacinou?

Publicado por Fabiana em Gravidez

Nossa, ou eu não me lembro nada da minha primeira gravidez (que já foi há 15 anos) ou essa está mesmo o oposto da outra… tenho lido bastante, procurado me informar, mas essa alteração hormonal está acabando comigo! São tantos altos e baixos, vou de um estado deprimido à euforia tão rapidamente que nem eu dou conta! E o mau humor? Credo, sei que ele sempre me rondou, mas agora está querendo me engolir!

Nem tente me contrariar, porque eu M-O-R-D-O!!!!!!!!!!!!!!

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Nov 26 2008

Troca de médico

Publicado por Fabiana em Gravidez, Mudança

Como comentei no post anterior, estou trocando de médico. Bom, nem sei se  “trocando” é o termo correto. Quando me casei com o Beto, passei para o plano de saúde da empresa dele (Amil). Apesar de preferir o meu, o plano da empresa é um benefício, visto ser gratuito. Ou seja, o Beto não paga um centavo por ele. Então, como graças a Deus somos saudáveis, não havia razão para eu continuar pagando um plano particular.

Mas, pra falar a verdade, nunca gostei da Amil. Primeiro porque tive que trocar todos os médicos que eu já estava acostumada a ir. Ginecologista/obstetra, dermatologista, oftalmologista, etc, etc, etc. E, particularmente, para achar um outro GO foi um saco. Isto porque eu enfim estava com o GO que eu gostaria que tivesse feito o meu parto na época da Bruna. Ele sempre foi de uma linha mais humanizada, quando ainda nem era moda falar sobre isso. Foi um dos donos da Casa do Parto. A favor do parto normal desde sempre, tratava o recém-nascido com respeito, sem todas aquelas intervenções pelas quais o bichinho passa logo que sai do ventre…

Na época da Bruna, eu também tinha o plano da Amil, e não pude ser sua paciente. Agora, 15 anos depois, também não terei meu baby com ele… até porque já fiquei sabendo que ele parou de fazer partos a partir desse ano… bom, paciência.

Minha busca por outro GO começou bem antes da minha gravidez, mas já de olho nela. Pergunta daqui, pergunta dali, e cheguei na minha GO atual. Ela realmente é bem legal, competente, profissional. E também gosta de um parto normal. O problema é que as consultas dela não são marcadas. É por ordem de chegada. E o consultório é uma loucura. Esperar mais ou menos 2h para ser atendida é a média…  e claro, com tanta paciente na sala de espera (que muitas vezes não acomoda todo mundo), as consultas são bem vapt-vupt. Em torno de 10 a 15 minutos…  ai, não gosto não… e mais: ela não “opera” mais no hospital que eu gostaria de ganhar o neném. E também, em razão de algumas perguntas, já vi que qualquer circular de cordão já a faz partir para uma cesárea.

Não fiquei totalmente confortável. Então, resolvi partir para minhas pesquisas novamente… liguei para algumas amigas que foram mães há pouco tempo. Liguei para suas GO’s…. ninguém aceita AMIL. Pesquisei na internet, entrei em listas de discussão, liguei para algumas pessoas a fim de “descobrir” um GO que tivesse a visão do parto humanizado. Pra variar, ninguém tem o meu plano…. e a grande maioria dos “humanistas” nem plano aceitam.

Bom, como tenho o hospital coberto pela AMIL, vamos ver um médico particular. Consultas caríssimas, se levarmos em consideração que será um gasto mensal (no mínimo), sendo que no final da gestação, os valores seriam dobrados, triplicados, dependendo da freqüência das consultas. Também não tava dando pra gente… com meu salário cada vez menor, com mudança, com enxoval, com tantos gastos, adquirir mais esse não estava nos nossos planos.

Até que achei um médico que não era assim tão careiro. E foi indicado por uma terapeuta que tem um grupo de gestantes. Fomos então lá para conhecê-lo. Bom, gostei bastante dele. Ficamos uns 40 minutos conversando sobre partos. E ele “opera” na maternidade que eu gostaria de ter o bebê. Gostei do jeito dele, ele é atencioso, simpático, e está totalmente inserido com todo esse pessoal ligado ao parto humanizado.

Na semana passada, tivemos consulta com os dois médicos, no mesmo dia. Estamos decidindo ainda o que fazer. Não é uma decisão fácil, porém, necessária. Vamos ver no que isso vai dar.

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